BRUMADINHO: Embasa fala sobre abastecimento na Bahia

Publicado em: 31/1/2019

Após o rompimento da barragem na cidade mineira de Brumadinho causando danos à população local e demais cidades ao longo do curso da onda de rejeitos de mineração, a população baiana que é abastecida pelo Rio São Francisco ficou em alerta.

Sobre a possibilidade da pluma (onda de rejeitos) chegar ao rio São Francisco e prejudicar o abastecimento de água nas cidades da Bahia, a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) informa que adotou medidas de contingência para garantir a qualidade da água que distribui pelos sistemas que captam no Velho Chico.

“As estações de tratamento estão sendo preparadas para que seus equipamentos possam eliminar a possível presença de metais na água e estão recebendo em seu estoque um incremento de produtos químicos para tratar a água do São Francisco no caso de ela vir a apresentar condições anormais de qualidade”.

Segundo o Embasa, mesmo que água do rio venha a apresentar riscos à saúde da população e haja a necessidade de interromper o abastecimento, a empresa poderá adotar fontes alternativas que vão garantir a continuidade do fornecimento de água tratada caso os municípios em sua área de atuação sejam afetados.

De acordo com relatório da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), a onda de lama vem perdendo força e só deve chegar às águas do São Francisco, na Bahia, no final de fevereiro ou início de março. Para alcançar o primeiro ponto de captação de água na Bahia, a lama ainda precisará percorrer cerca de 800km e superar as barragens das usinas hidrelétricas de Retiro Baixo e de Três Marias, onde certamente as partículas mais pesadas dos rejeitos irão sedimentar.

A coordenadora-geral de Emergências Ambientais do Ibama, Fernanda Pirillo também falou sobre o assunto: “Não há evidências, até o momento, de que o rio São Francisco vá ser atingido, o que nós observamos é que a cada dia é mais difícil identificar o final da pluma, isso quer dizer que ela está se diluindo, o que é bastante positivo, então talvez não chegue até a usina de Três Marias, a gente torce pra que isso não aconteça”, destacou.

Imagem: google

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