SALVADOR: empresários de ‘paredões’ rebatem onda de preconceito

Publicado em: 12/9/2020

Com as medidas restritivas e de isolamento social por conta da pandemia do novo coronavírus, algumas atividades proibidas continuaram sendo realizadas mesmo com toda a vigilância por parte dos órgãos competentes. Dentre elas, as intituladas ‘festas paredões’ promovendo aglomerações, especialmente, em localidades periféricas da cidade.

A veiculação em massa de notícias negativas sobre o tema gerou descontentamento junto à categoria profissional que trabalha formal e legalmente há anos com o ‘paredão’ em festas privadas.

Para Gabriel Torres, empresário da área de som automotivo, há uma onda de ‘marginalização’ sobre a atividade. “Os órgãos competentes não dão espaço para conversa, muito menos a disponibilização de alvará para quem aluga os paredões em Salvador. Os profissionais que trabalham sério com isso estão há meses parados e o que a gente observa é que estamos sendo prejudicados. Nos preocupa quando tudo se normalizar, como poderemos reinserir nossos equipamentos em festas legais sendo tão discriminados?”, questionou.

O empresário disse ainda que os “paredões” que são flagrados gerando aglomeração não passam de carros com caixas de som improvisadas, e não tem nada a ver com um verdadeiro paredão que, inclusive, tem alto custo de investimento. “Realmente causar esse tipo de entretenimento durante uma pandemia deve ser combatido. Mas a atividade não merece passar pelo preconceito que está acontecendo, tendo em vista que em ocasiões próprias para o uso do aparelho há o benefício de diversas categorias, desde quem aluga o espaço para a festa como para um baleiro que está na porta vendendo seus produtos. Não precisamos dessa repressão do governo”, salientou.

Fonte: Golden Assessoria


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