Veja a atuação do Bahia Sem Fogo no combate a incêndios florestais

Publicado em: 04/11/2020
Nos últimos anos, as ações de prevenção e combate aos incêndios florestais no estado se tornaram mais efetivas com o fortalecimento do Programa Bahia Sem Fogo. Apenas em 2020, foram investidos R$ 3,7 milhões para contratação de aeronaves do tipo Air Tractor e aquisição de fardamento para as brigadas voluntárias.
Entre os meses de janeiro a outubro, foram registrados oficialmente 50 incêndios florestais, nos quais foram utilizadas 702 horas de voo para o combate e monitoramento dos focos. Os principais municípios atingidos foram Macururé, Xique-Xique, Uabaí, Rio de Contas, Ibotirama, Formosa do Rio Preto, Morpará, Andaraí, Mucugê, Barra, Barreiras, Caturama, Milagres, Morro do Chapéu, Pilão Arcado, Santa Rita de Cássia, Seabra, Mansidão, Angical, Rio do Pires, Barra da Estiva, Abaíra, Piatã, Palmeiras, Buritirama e Luís Eduardo Magalhães.
Além dos recursos empregados para o combate, ações de prevenção também foram executadas. Em julho, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) realizou o 1º Webinar Internacional sobre Incêndios Florestais, que reuniu experiências e estudos de caso do Brasil e de Portugal e teve uma participação expressiva, totalizando 2,5 mil acessos, durante os três dias de transmissão ao vivo.
Ainda esse ano, com o intuito de potencializar o trabalho de prevenção junto às prefeituras, associações e comunidades, a Sema fez uma reestruturação do programa, dando um perfil administrativo ao Bahia Sem Fogo, oficializando todas as ações em Portarias de Governo, como a criação de mais dois Subcomitês: o do Norte, sediado em Juazeiro, e o do Sul, sediado na cidade de Eunápolis, que se somaram aos Subcomitês já existentes: do Oeste, em Barreiras; e da Chapada, em Seabra.
O Oeste e a Chapada Diamantina são as regiões que mais apresentam registros de incêndios no período de estiagem, entre setembro e dezembro. Além das razões naturais, há também as ações humanas que, na Bahia, são as principais fontes de ignição de fogo.
“Com o Bahia Sem Fogo conseguimos dar todo o suporte necessário para minimizar os impactos ambientais, econômicos e sociais causados pelos incêndios florestais, mas o trabalho de prevenção e educação ambiental é essencial para conscientizar a população sobre o grande prejuízo que as queimadas irregulares causam e do papel de todos na preservação do meio ambiente”, afirma o secretário do Meio Ambiente, João Carlos Silva.
Bahia Sem Fogo
Criado em 2010 para tornar mais efetivas as ações de prevenção, combate e monitoramento a incêndios no estado, oferecendo infraestrutura e logística adequadas. O Bahia Sem Fogo é coordenado pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), que integra e coordena o Comitê Estadual de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais da Bahia.
O Comitê é formado por representantes de secretarias estaduais, instituições municipais e federais, entre elas: o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Corpo de Bombeiros Militares do Estado da Bahia (Cbmba), Defesa Civil da Bahia (Sudec), Casa Militar do Governador, e as secretarias de Segurança Pública (SSP), da Saúde (Sesab), de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (Sjdhds), da Educação (SEC), da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri) e de Turismo (Setur).
Canais de denúncia
A qualquer sinal de incêndio, a população deve ligar para o 193. As denúncias de queimadas ilegais e outros crimes ambientais podem ser feitas pelo telefone 0800 071 1400 ou pelo e-mail: denuncias@inema.ba.gov.br, diretamente nos balcões do Inema, na sede ou nas Unidades Regionais do órgão.
Fonte: Sema-BA

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